Sobre o Cristianismo

Há um tempo atrás, alguns anos eu fazia parte de uma turma muito bacana. Pessoas apaixonadas por Jesus que muito me ensinaram sobre a vida cristã. Caminhamos juntos por um tempo, depois cada um tomou seu rumo. O que ficou dessa 'turma' foram algumas conversas e alguns ensinamentos. O principal deles é que o cristianismo é simples. Mas, as coisas simples para nós que temos o hábito de complicar tudo não fazem muito sentido. A simplicidade do amor de Deus,é muitas vezes deixada de lado por buscarmos as coisas mais complexas. Passamos tempo discutindo correntes teológicas sobre o Apocalipse, predestinação , livre árbitrio, entre outros e nos esquecemos que seremos conhecidos não pelo nosso conhecimento teológico, mas pelo amor. Em uma cantata musical que fiz parte chamada 'Faz-nos um' teve uma música cujo refrão era 'conhecidos pelo amor , pela vida que levamos e pelo fruto que mostramos'.
Seremos conhecidos pelo amor de Deus. Amar o próximo assim como Deus nos ama é e deve ser o princípio básico do nosso cristianismo. Antes de amarmos a Deus, devemos amar o nosso próximo. Ao buscarmos amar e viver esse amor a cada dia como uma decisão, o cristianismo se torna verdade.O amor é simples , mas não é fácil. O cristianismo é simples , mas não é fácil de ser vivido.
Faz um tempinho encontrei uma mensagem , uma carta que muito me marcou e que muito diz sobre o cristianismo :

“Os cristãos não se distinguem dos demais homens, nem pela terra, nem pela língua, nem pelos costumes. Nem, em parte alguma, habitam cidades peculiares, nem usam alguma língua distinta, nem vivem uma vida de natureza singular. Nem uma doutrina desta natureza deve a sua descoberta à invenção ou conjectura de homens de espírito irrequieto, nem defendem, como alguns, uma doutrina humana. Habitando cidades Gregas e Bárbaras, conforme coube em sorte a cada um, e seguindo os usos e costumes das regiões, no vestuário, no regime alimentar e no resto da vida, revelam unanimemente uma maravilhosa e paradoxal constituição no seu regime de vida político-social. Habitam pátrias próprias, mas como peregrinos. Participam de tudo, como cidadãos, e tudo sofrem como estrangeiros. Toda a terra estrangeira é para eles uma pátria e toda a pátria uma terra estrangeira. Casam como todos e geram filhos, mas não abandonam à violência os recém-nascidos. Servem-se da mesma mesa, mas não do mesmo leito. Encontram-se na carne, mas não vivem segundo a carne. Moram na terra e são regidos pelo céu. Obedecem às leis estabelecidas e superam as leis com as próprias vidas. Amam todos e por todos são perseguidos. Não são reconhecidos, mas são condenados à morte; são condenados à morte e ganham a vida. São pobres, mas enriquecem muita gente; de tudo carecem, mas em tudo abundam. São desonrados, e nas desonras são glorificados; injuriados, são também justificados. Insultados, bendizem; ultrajados, prestam as devidas honras. Fazendo o bem, são punidos como maus; fustigados, alegram-se, como se recebessem a vida. São hostilizados pelos Judeus como estrangeiros; são perseguidos pelos Gregos, e os que os odeiam não sabem dizer a causa do ódio. Numa palavra, o que a alma é no corpo, isso são os cristãos no mundo. A alma está em todos os membros do corpo e os cristãos em todas as cidades do mundo. A alma habita no corpo, não é, contudo, do corpo; também os cristãos, se habitam no mundo, não são do mundo.” (Carta a Diogneto).

fonte da carta :http://www.gersonortega.com/

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